FelipeFFalcão

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Cativo de Amor

Na força ardente do querer rendido,

Me entrego inteiro, em laço consentido;

Sem ferros vis, nem dura servidão,

Sou teu cativo por livre devoção.

Na sombra branda da noturna calma,

Onde a lua em véus desnuda a alma,

E as frias luzes do celeste ardor

Testemunham meu jugo — doce amor.

Se ordenas tu, já nasce a obediência,

Que em teu querer encontro a existência;

E ao leve toque do teu puro olhar,

Meu peito em chamas não sabe calar.

Ó sede tua, chama que devora,

Que em mim desperta o fogo que te implora;

Transponho montes, vales, solidão,

Pra ser em ti descanso e redenção.

Ser teu cativo é glória que me invade,

Pois tua dita é minha liberdade;

Se em teu sorriso encontro direção,

Faço da entrega a minha redenção.

E assim me prendo, em doce encantamento,

Que em teu prazer encontro o alento;

Pois sendo teu, sem dor, sem condição,

Sou mais que livre — em tua prisão.

—//—

Inspirado no belo poema ME MATA DE AMOR da nobre poetisa A Morcega…. Visite-a e confira a sua arte.

Felipe Felix Falcão
Enviado por Felipe Felix Falcão em 22/04/2026
Alterado em 22/04/2026
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