FelipeFFalcão

Contos versos e poesias

Textos


Olha onde eu tô, bebê,

Seu pai dizia que eu não valia nada,

Que eu não tinha futuro, estrada errada,

Que eu não passava de um pião qualquer,

Pobre sem dinheiro, um nada em pé.

 

Ralei no sol, aguentei a poeira,

Mão calejada, fé verdadeira,

Enquanto riam do meu amanhã,

Eu construía tudo com as próprias mãos.

 

Hoje a porteira abre sozinha,

O motor ronca, a fazenda caminha,

De pião virado em patrão,

Foi suor, não foi ilusão.

 

Olha onde eu cheguei, bebê,

No braço, na raça, sem dever favor,

Quem dizia “não vai ser ninguém”

Hoje paga pau pro meu suor.

 

Olha onde eu cheguei, bebê,

O tempo me deu razão outra vez,

Tenho gado, tenho terra, tenho fé,

Se alguém perdeu nessa história… foi você.

 

Hoje eu tenho dinheiro,

Crio gado leiteiro,

De pião, hoje eu sou patrão,

Troquei a sela pelo volante,

Meu nome escrito no chão.

 

Carro de luxo, chapéu na mão,

Coração blindado, pé no chão,

Não guardo mágoa nem rancor,

Mas confesso… dói ver quem duvidou.

 

Olha onde eu cheguei, bebê,

Não foi sorte, foi dor e suor,

Enquanto fechavam portas pra mim,

Deus abriu porteira e farol.

 

Olha onde eu cheguei, bebê,

Hoje eu vivo o que sonhei,

Quem desacreditou do meu valor

Aprendeu tarde demais… eu venci.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Felipe Felix Falcão
Enviado por Felipe Felix Falcão em 02/03/2026
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