Pai, como dizer adeus,
Se adeus é pra quem viveu?
O senhor nunca esteve aqui,
Foi só um nome… um vazio em mim.
Mas o sangue em minhas veias
Não me deixa te esquecer,
Mesmo sem lembrança alguma,
Carrego o que não quis ter.
Genitor… foi isso que restou,
Seu DNA, a marca que ficou.
Não te culpo, nem sei se consigo,
Nunca aprendi a chamar de abrigo.
Pai, eu só queria entender:
Por que o senhor não quis me ver?
Se adeus é pra quem deixa história,
O que resta é só memória
De alguém que nunca esteve aqui.
E mesmo assim eu tento aceitar
Que há partes suas no meu olhar,
Mas ser pai é mais que gerar a vida,
É estar quando a alma precisa.
O tempo passou… e eu cresci,
Fiz minha estrada sem você em mim,
Mas às vezes olho pra trás,
Buscando algo que nunca vou achar.
Pai, eu só queria entender:
Por que o senhor não quis me ver?
Se adeus é pra quem deixa história,
O que resta é só memória
De alguém que nunca esteve aqui.
Pai…
Não aprendi a te chamar…
Mas aprendi a seguir… sem olhar.
Pai, eu só queria entender:
Por que o senhor não quis me ver?
Se adeus é pra quem deixa história,
O que resta é só memória
De alguém que nunca esteve aqui.
Pai, como dizer adeus…
Se adeus… é pra quem viveu.
Obs.: Esta canção foi composta no ano passado e retrata a vivência da minha família.
Meu pai saiu de casa quando eu tinha treze anos. Minhas irmãs, Márcia e Terezinha, eram ainda muito pequenas. Márcia tinha apenas dois meses de vida e, por isso, não chegou a conhecer o pai. Terezinha tinha um ano e meio e não guardou lembranças dele.
O reencontro só aconteceu em 2019, quando ele estava internado, desenganado pelos médicos. Contra todas as expectativas, sobreviveu — e está vivo até hoje.
Ainda assim, nunca retomou o contato com a família.
Essa ausência, prolongada no tempo e no afeto, é o que dá origem e sentido a esta música.
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Não deixem de conferir o capítulo 24 da série de contos NO DIVÃ!
Está sendo uma aventura incrível dar vida a essa história, e eu espero de coração que vocês se encantem tanto quanto eu estou me encantando ao escrevê-la.
Venham comigo nessa jornada — a leitura já está disponível!