As memórias que guardo são de fogo,
De um vinho antigo, em rubra ebulição,
Que o tempo apura e faz, com devoção,
Doce veneno que em meus lábios rogo.
Quando te tenho, o mundo perde o jogo,
E a natureza em flor faz procissão;
Os pássaros entoam a canção
Do amor que arde e nunca encontra logo.
Se os lençóis falam, calam-se, vencidos,
Pois nossas almas fundem-se em desejo,
Num só respiro, em beijos desmedidos.
E a lua, cúmplice em seu claro ensejo,
Oculta o rosto, envergonhada, em sentidos,
Por ver tão puro amor arder em beijo.
Nota aos leitores: Inspirado no belíssimo dueto UM RESTO DE LUAR dos poetas Eligio Moura e Esther Lessa. Visite-os você vai gostar da arte deles.
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Não deixem de conferir o capítulo 10 da série de contos NO DIVÃ.
Está sendo uma aventura incrível dar vida a essa história, e eu espero de coração que vocês se encantem tanto quanto eu estou me encantando ao escrevê-la.
Venham comigo nessa jornada — a leitura já está disponível!