No cerne do querer minh’alma insiste,
Buscando em vão o bem que lhe acalente;
Em sonhos mil, esperança persiste,
Que o tempo rouba e o peito não consente.
Se a noite cai, meu pranto se reveste
De ausências mil que o tempo não perdoa;
Recordo os bens outrora, e quanto deste,
E a dor me arrasta, mas também me entoa.
O longo curso em mim deixou ferida,
Que o coração sofre, mas não se rende;
Pois da paixão renasce a minha vida.
E se o destino a dor cruel me prende,
Qual fênix, tomo o voo em nova lida,
Mais forte sou, que a dor também me estende.
--//--
Não deixem de conferir o terceiro capítulo da série de contos NO DIVÃ!
Está sendo uma aventura incrível dar vida a essa história, e eu espero de coração que vocês se encantem tanto quanto eu estou me encantando ao escrevê-la.
Venham comigo nessa jornada — a leitura já está disponível!
-