Morena de cabelos negros,
Longos cachos a brilhar,
Rodopia feito o vento,
Me hipnotiza ao dançar.
Guitarra geme em lamento,
Palmas marcam o compasso,
Castanhola faz encanto,
No sapateado espalha energia.
Vem como brisa, me arrasta, me leva,
Corre nas veias o som desse amor.
Canta, cigana, com alma sincera,
Feito uma prece ao redor do tambor.
Vem, morena, roda o véu no ar,
Faz da lua um relicário,
Traz no peito o fogo do gitano,
No teu ritmo eu me embalo.
Vem, morena, dança sem parar,
Que o destino é quem escreve,
Se esse amor é só miragem,
Que me iluda pra sempre!
Seus olhos brilham, faíscam estrelas,
Como um feitiço, me fazem sonhar.
Seus passos leves são como promessas,
Que nunca ousam se revelar.
No seu mistério, sigo perdido,
Entre o desejo e a solidão,
Mas toda noite, ao som da viola,
Ela me chama pro seu refrão.
Vem como brisa, me arrasta, me leva,
Corre nas veias o som desse amor.
Canta, cigana, com alma sincera,
Feito uma prece ao redor do tambor.
Vem, morena, roda o véu no ar,
Faz da lua um relicário,
Traz no peito o fogo do gitano,
No teu ritmo eu me embalo.
Vem, morena, dança sem parar,
Que o destino é quem escreve,
Se esse amor é só miragem,
Que me iluda pra sempre!
Cigana, me ensina a dançar,
Que eu te entrego minha sina.
Seja um sonho, seja um fado,
Serei teu até o fim da rima!
Morena de cabelos negros,
Rodopia à luz da lua...
E cada volta desse encanto,
Meu coração continua...
Ps.: Se você ainda não leu os capítulos finais (42 e 43) da série de contos Entre a Vida e a Morte, corra lá e confira! Se já leu, me conta: está ou não está imperdível?