FelipeFFalcão

Contos versos e poesias

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AS 9:55H, SATO ESTAVA ESTACIONANDO no subsolo do banco Safra. De pasta munida com os documentos necessários, relatores de do faturamento anual da construtora, CPF, RG e comprovantes de endereço ele foi para o elevado. Ao adentrar a agência, seu futuro novo gerente, o aguardava.

 

- Bom dia Dr. Sato, eu sou Glauber o responsável pela abertura de sua com.

 

- Bom dia Glauber, quais são os documentos necessários.

 

- Por favor, sente-se Dr. Sato – disse Glauber indicando a cadeira a frente de sua mesa – o doutor aceita uma água, um café.

 

- Não, obrigado.

 

- Perfeito. O Takeshi havia mi avisado que o doutor viria. Já deixei tudo adiantado, é só inserir seus dados pessoais, como CPF, RG nome da empresa, assinatura do contrato e sua conta já estará pronta para movimentação.

 

Vite minutos depois, Sato já estava ao volante de seu carro, pensando em como as coisas poderia darem muito certas dali para frente, ou muito erradas. Tudo dependeria dele, trabalhar bem com o dinheiro, e, não deixar nenhuma ponta solta, para o prejudicar no futuro.

 

Ao sair do estacionamento do banco ele ligou para Takeshi, este o atendeu no segundo toque.

 

-  E aí irmão, deu tudo certo?

 

- Sim, o Glauber já estava com tudo pronto. Foi só inserir meus dados, assim e tudo está pronto.

 

- Ótimo, até o fim do dia o dinheiro já vai estará disponível. Depois o meu advogado passa em seu escritório com o contrato, não se preocupe, é só formalidades para que ambas as partes fiquem resguardadas.

 

- Sem problema, não esperaria menos.

 

- Beleza. Vamos nos falando.

 

Sato apertou o botão no painel, a ligação foi encerrada.

 

 

SATO HAVIA TIDO um dia cheio. Reuniões com um casal com uma prosta de venda de um terre, que no momento veio a calhar, pois o projeto poderia sair por uns seis milhões, dando um retorno de nove milhões de lucro. Ainda teve uma breve reunião com o advogado do Takeshi, na qual assinou um contrato que rezava o valor do empréstimo e as condições de pagamentos.

 

Mas antes concluir a semana, ele ainda tinha algo importante para fazer, visitar o funcionário no hospital. Embora não conhecesse o colaborador, mas para Sato a vida de um funcionário era muito importante, a final, por mais insignificante que fosse a função de um colaborador, ela tinha uma importância fundamental no crescimento da empresa. Sato comparava seus colaboradores como peças de um motor, sem uma porca ou uma arruela, você até consegue dar partida em um motor, e, fazê-lo funcionar por algum tempo, porém, quando ele parar, já não vai ser só uma porca ou uma arruela que precisara ser trocada, mas talvez, até todas as engrenagens.

 

As cinco horas, Sato pegou sua pasta e paletó e desceu para a garagem. Estando sentado ao volante, ele dirigiu para o hospital das clínicas, que estava a cinco km, do escritório. Teodorico o aguardava a entrada do centro médico.

 

- Boa tarde Teodorico, como está o rapaz?

 

- Boa tarde Sato, ele está na UTI. Ontem, a noite ele, foi estabilizado, mas como não tinha recursos para fazer a cirurgia que ele precisava lá na baixada, o médico decidiu que o melhor era transferi-lo para cá.

 

- Ele vai sobreviver?

 

- Os médicos fizeram o que pode. Agora é esperar. Ele teve duas costelas quebradas, o pulmão perfurado, fraturou o maxilar e o fêmur. Se ele sobreviver as primeira 72 horas. Há grande chance de sair dessa com vida.

 

- Ok. É possível vê-lo?

 

- Sim, só pelo vidro. Os familiares dele, os pais, uma irmã e a namorada estão aí.

 

- Ok, vamos lá.

 

Ao chegar à sala de espera. Sato cumprimentou os familiares do rapaz. Abraçou o pai e a mãe. Disse palavras de consolo e foi para a UTI, para ver o rapaz de perto.

 

Na Sala de UTI havia quatro pacientes... Wesley era o segundo da esquerda para a direita. Ele estava todo paramentado de fios conectados por toda a parte, monitorando seus sinais vitais. Sato ficou ali, observando os aparelhos que mostrava os sinais vitais... era horrível ver o ser humano, todo paramentado de respirando através de aparelhos, entre a vida e a morte. Ele ficou ali, por alguns minutos, falou com Deus em pensamento, em prol do funcionário. Depois foi para casa.

 

Continua....

Felipe Felix
Enviado por Felipe Felix em 15/04/2022
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