Rastros de mim
É…
Não era o que eu queria, mas chegou a hora...
É, chegou a hora, eu tenho que partir
Mas juro, onde eu for, vou te levar aqui
Não importa o tempo, nem a distância entre nós
Você vai me ouvir, mesmo sem minha voz
Se pra você eu fui só mais um caso a mais
Mais um nome na agenda, um amor fugaz
Não se preocupe, eu tô saindo, sim
Mas vou deixar um rastro de mim
E quando o silêncio bater no seu quarto
Vai lembrar do meu abraço apertado
Quando outro tentar te fazer feliz
Vai notar o que eu sempre te fiz
Rastro de mim no seu travesseiro
Nos seus planos, no seu mundo inteiro
No perfume que o vento levar
Na saudade que vai te apertar
Pode fugir, pode até mentir
Mas eu sei…
Você vai sentir o rastro de mim
Não se engane, eu também fui feliz
E sei que, comigo, você foi atriz
Do papel mais sincero que já representei
Mas agora, meu bem, é a vez do “eu sei”
Não me venha com discurso ensaiado
Com palavras que o tempo deixou de lado
Se era amor, por que deixou morrer?
Se era pra ir, por que fez florescer?
E quando o silêncio bater no seu quarto
Vai lembrar do meu abraço apertado
Quando outro tentar te fazer feliz
Vai notar o que eu sempre te fiz
E se um dia a saudade te invadir
Se o orgulho cansar de te iludir
Vai lembrar do que viveu comigo
E talvez, quem sabe, queira voltar…
Rastro de mim no seu travesseiro
Nos seus planos, no seu mundo inteiro
No sorriso que não quer surgir
No vazio que insiste em doer
Pode negar, pode até fingir
Mas eu sei…
Você vai sentir…
O rastro de mim
É… tô indo embora, mas não fui em vão.

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Não deixem de conferir o capítulo 28 da série de contos NO DIVÃ!
Está sendo uma aventura incrível dar vida a essa história, e eu espero de coração que vocês se encantem tanto quanto eu estou me encantando ao escrevê-la.
Venham comigo nessa jornada — a leitura já está disponível!