Te encontrei nas sombras da rua,
tão perdida, quase a cair.
Teus olhos pediam ajuda,
ou será que queriam seduzir?
Te abracei, tremendo e linda,
tua pele, puro arrepio.
Dei-te abrigo, dei-te vida,
e o meu sangue virou teu vício.
E agora, amor, olha o que fez
- tô viciado nesse talvez…
Sob o véu da lua, me desnuda,
tua sede é o espelho do meu prazer.
Bebe da minha loucura,
mas poupa o que resta de ser.
Tua voz me embriaga e chama,
tua boca promete e mente.
Sou teu santo e tua trama,
teu pecado reincidente.
E se o selo em mim se quebrar,
ninguém vai poder segurar…
Sob o véu da lua, me desnuda,
tua sede é o espelho do meu prazer.
Bebe da minha loucura,
mas poupa o que resta de ser.
Quando o abismo disser teu nome,
e o desejo quiser mandar,
deixa o amor ser o meu veneno,
que é doce pra quem souber provar...
Sob o véu da lua, minha loucura,
tua dança me faz renascer.
Se é pecado, que seja aventura,
que eu quero morrer… de prazer!

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Não deixem de conferir o capítulo 14 parte 1 da série de contos NO DIVÃ!
Está sendo uma aventura incrível dar vida a essa história, e eu espero de coração que vocês se encantem tanto quanto eu estou me encantando ao escrevê-la.
Venham comigo nessa jornada — a leitura já está disponível!